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Prefeito de Natal

Meio Ambiente e Urbanismo


No rumo da construção de uma cidade verdadeiramente saudável, foi fundamental por parte da gestão Carlos Eduardo o estabelecimento de uma política capaz de formar e fortalecer junto aos cidadãos uma consciência crítica sobre as questões ambientais e urbanísticas. Tal preocupação com o desenvolvimento sustentável de Natal teve como primeiro passo a atualização da legislação urbanístico-ambiental, fazendo valer sob a égide da lei o crescimento ordenado de nosso sítio urbano. Assim, de forma democrática e plural, Natal ganhou um novo Código de Obras e um novo Plano Diretor, amplamente discutidos por todos os segmentos orientados da sociedade.

Também com ampla participação popular e alicerçando seu compromisso com a boa qualidade de vida que ainda ostentamos, a Prefeitura normatizou o uso e ocupação da área non aedificandi de Ponta Negra, uma solução que vinha se arrastando por décadas e que garantiu de vez a preservação de nossa paisagem, numa área onde se situa nosso maior cartão postal, o Morro do Careca. Para ampliar a cobertura verde de nosso perímetro urbano, foi lançado o Plano de Arborização Municipal, que prevê o plantio de 50 mil mudas de árvores nativas nas quatro regiões administrativas da cidade, das quais mais de 40 mil já foram plantadas. Por outro lado, foi intensificada a política de monitoramento da qualidade da água do município, abrangendo todos os mananciais de abastecimento, como lagoas, poços e reservatórios. Cuidou ainda a Prefeitura de lançar o Projeto Integrado de Educação Sanitária e Ambiental Comunitária, envolvendo escolas públicas, unidades de saúde, conselhos e associações comunitárias.

Sob essa ótica de sustentabilidade, o lixo urbano ganhou novo tratamento. O antigo lixão de Cidade Nova, onde velhos, mulheres e crianças disputavam as sobras da cidade com animais, foi desativado, solucionando o problema da contaminação do lençol freático pelo chorume, líquido resultante da decomposição do lixo. Na área, a Prefeitura investiu R$ 777 mil na construção de quatro galpões para armazenagem de material reciclável e os antigos catadores foram aproveitados em sistema de cooperativa no programa de coleta seletiva que já chega a 100 áreas da cidade. Para tanto, a Prefeitura viabilizou o Aterro Sanitário da Grande Natal, localizado no município de Ceará Mirim, onde o lixo tem destinação ambientalmente correta. Entre o transporte e o depósito diário do lixo no aterro, a Prefeitura investe mensalmente R$ 1 milhão. Já o lixo hospitalar, que antigamente se misturava ao lixo comum, ganhou tratamento adequado, sendo regularmente incinerado.

Coroando todo esse processo, a Prefeitura investiu R$ 20 milhões para instalar numa área de 64 hectares o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, projeto do mundialmente consagrado Oscar Niemeyer que preserva para as futuras gerações a fauna e a flora de uma rica formação dunar, além de um dos maiores e mais importantes aqüíferos de Natal. O Parque da Cidade, mais que uma unidade de conservação, é um ambiente de estudo da natureza, pois ali está instalada a primeira escola de educação ambiental do Estado. Seus equipamentos incluem ainda dois pórticos de entrada, restaurante, biblioteca, auditório, orquidário, prédio de administração, posto florestal, sistema de circulação de pedestres e veículos, estacionamento com 230 vagas e trilhas ecológicas. Toda a área conta com uma equipe de guardas florestais funcionando 24 horas. Ali também está instalado numa torre de 45 metros o Memorial de Natal, que conta os mais de 400 anos da nossa história através de um moderno acervo virtual composto por vídeos, monitores de LCD e totens multimídia, além de painéis adesivados e peças arqueológicas.

Das múltiplas obras de urbanização levadas a efeito pela Prefeitura, duas merecem destaque especial. A reurbanização da praia da Redinha, antigo balneário da cidade, com investimento superior a R$ 2 milhões. As toscas barracas de praia deram lugar a modernos e higiênicos quiosques, toda a orla ganhou um amplo calçadão e a área recebeu tratamento paisagístico. Faz parte ainda do projeto a remodelação completa do Mercado da Redinha, apreciado pelos natalenses e turistas pelo famoso petisco ginga com tapioca.

Na Ribeira, o bairro-berço de Natal, a Prefeitura fez uma ampla urbanização de toda a área, intervenção que se estendeu também à Cidade Alta, com a urbanização da Parada Modelo, e às Rocas, que ganhou o Mercado do Peixe do Canto do Mangue, teve sua feira livre urbanizada e iluminada e ganhou o Mercado Modelo, instrumento urbano que a cidade ainda não contava e que vai beneficiar dezenas e dezenas de pequenos comerciantes.

As obras físicas na Ribeira, aliadas a uma grande intervenção viária, tiveram como principal objetivo emprestar uma nova característica ao bairro para transformá-lo num efervescente pólo cultural. O Largo do Teatro foi totalmente redesenhado para servir de palco a feiras de arte e antiguidade e apresentações folclóricas e musicais. Ele abriga também o Museu da Cultura Popular Djalma Maranhão, com a reforma da antiga rodoviária Presidente Kennedy.

Além disso, toda a avenida Duque de Caxias ganhou iluminação especial com postes tipo candelabro, iguais aos que foram colocados no Largo do Teatro, e seu canteiro central foi reordenado. Também a calçada foi totalmente refeita com piso tátil para pessoas deficientes. Por sinal, a nova calçada se estende das Rocas à Cidade Alta, passando pela Ribeira. Complementando a reforma, foram instaladas estações de transferência, abrigos especiais de passageiros, terminais de ônibus e refeita toda a sinalização vertical e horizontal da região. O projeto exigiu investimento de R$ 5 milhões.