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A revista Exame, em reportagem especial sobre administração pública, destacou os governos de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo como os primeiros Estados brasileiros a modernizarem a gestão com cortes de despesas e multiplicação de investimentos. A matéria cita também Pernambuco e Sergipe como exemplos de gestão para todo o Brasil. Revela que o percentual de investimentos de São Paulo passou de 6,7% em 2003 para 12,7% em 2008. Em Minas, o crescimento em igual período foi de 6,7% para 16,5%, enquanto no Espírito Santo os índices avançaram de 2,8% para 9%.
“Boa gestão pública se traduz em investimentos que se transformam em serviços e, por sua vez, mudam a realidade das pessoas”, diz na reportagem o governador capixaba Paulo Hartung. Como gestor público na época, a matéria me trouxe muito conforto. Afinal, de 2002 a 2008 Natal ampliou sua capacidade de investimento de R$ 30 milhões para R$ 134 milhões, numa expansão de 367%. Em nossa administração, o investimento médio foi de 14,5% da nossa arrecadação, com um pico de 15,8% em 2007. Ou seja, de cada R$ 100,00 arrecadados, a Prefeitura investia R$ 14,50. Fosse Natal um Estado, perderíamos apenas para Minas Gerais. Isso permitiu à cidade ampliar sobremaneira a capacidade de enfrentar seus problemas, resultando em mais e mais investimentos diretos e mais parcerias com o governo federal, com as naturais contrapartidas do município nas inúmeras obras estruturantes que realizamos.
Foram decorrentes da boa saúde financeira de Natal, do equilíbrio econômico-financeiro de nossa administração, obras como o Parque da Cidade, o aterro sanitário, o saneamento de Capim Macio e Nossa Senhora da Apresentação, o ginásio poliesportivo da zona norte, a urbanização da Redinha, as intervenções nas comunidades África, Fio, Alemão, Leningrado e Passo da Pátria, a nova Bernardo Vieira, a construção de 31 escolas, a reforma emergencial do Machadão, a intervenção viária na Hermes da Fonseca, a implantação do SAMU, a construção da primeira maternidade da zona norte, o espaço cultural e o centro esportivo de Gramoré, o museu da cultura popular no largo da Ribeira, o Memorial Natal, a pavimentação dos anéis viários do Planalto, Redinha, Guarapes, Parque dos Coqueiros e Gramoré, a urbanização da Ribeira e da avenida Itapetinga, a parceria com o governo estadual na construção da ponte Forte-Redinha, dentre muitas outras que beneficiaram nossa população.
É preciso que Natal, como também todo o Rio Grande do Norte, não percam essa capacidade de investimento, pois as demandas são enormes e crescem a cada dia. Controlar despesas de custeio, combater o desperdício e a corrupção, aumentar a arrecadação pelo enfrentamento à sonegação e estabelecer metas de investimento são fundamentais. Foi isso que fizemos durante todo o nosso mandato, apoiados por uma equipe técnica e capaz, acreditando que é possível tornar a administração pública mais eficiente. Acreditando que esta cidade, como também o Rio Grande do Norte, devem ser levados a sério. Afinal, o povo quer tão-somente respeito e trabalho dos governantes.
Carlos Eduardo
Advogado e ex-prefeito de Natal
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Autor: Carlos Eduardo